Todos querem Angelina
Moema e eu temos uma história de militância na luta a favor dos animais. Quem me conhece sabe de meu passado. Estávamos tomando café na padaria quando passa uma cadelinha pequena, cinza como um lobinho com o bumbum todo ensanguentado.
Nós largamos tudo, nossa rotina, jogamos tudo para o alto e fomos para São José dos Campos levá-la ao veterinário.
Chegando lá foi descartado estupro, nossa primeira suspeita. Porque as cadelinhas são vítimas de estupro por homens sim, para quem não sabe.
Ela foi diagnosticada com Tumor de Sticker, um tumor venéreo e começou a quimioterapia ficando internada por 4 dias até poder ter alta.
Nosso amigo Chicão a recebeu em casa para receber o resto do tratamento, de um mês. No dia seguinte a sua chegada, ela foi roubada de dentro da casa dele. Afinal, se duas mulheres de bem tinham tanto interesse naquela cachorrinha, deveria ser um bom cachorro.
Infelizmente, Angelina, pois foi esse o nome que eu dei para ela, também tinha a Doença do Carrapato e ficou fraca e anêmica, sendo jogada de novo na rua. Descartada por quem tinha roubado.
Ela voltou para a casa do Chicão exatamente na hora em que Moema e eu estávamos lá e desmaiou na nossa frente. Rapidamente diagnosticada, foi levada por amigos que moravam em São José e internada em outra clínica para receber sangue e receber o tratamento com antibióticos para a babesiose.
Agora está hospedada na casa de uma estudante de veterinária tendo a frente 30 dias de antibioticoterapia para babesiose, seguido de 30 dias de quimioterapia para Tumor de Sticker.
Quando ela estiver forte e recuperada será vacinada, vermifugada, castrada e posta para adoção.
Ela não tem um ano de idade, deve pesar agora uns 8 quilos e é linda. Mais bonita que a outra Angelina.
Se você quiser a Angelina, fale comigo. Eu quero, mas a Graça não deixa.
