Brian Joubert e o Sentido da Vida
Eu não acredito em um monte de coisas.
Eu acredito no ser humano como indivíduo com essa vida aqui e agora. E cada um pode fazer o que bem entender com a sua, contanto que não interfira com a vida de outrem.
Eu prefiro pensar que a minha vida serve para me melhorar como indivíduo. Eu a uso para crescer, me aprimorar, ficar mais satisfeita comigo mesma. E é isso que tem valor para mim. É isso que valorizo e busco. E quando percebo isso nos outros, é o que eu valorizo e admiro.
Uma noite dessas estava fazendo hora vendo uma competição de patinação artística e um jovem patinador estava explicando porque teve resultados tão ruins nas Olimpíadas: ele tinha depositado muita pressão em seus ombros, muitas responsabilidades. Ele era o primeiro patinador francês em 40 anos com chance de medalha e acabou em sexto lugar.
Raramente fica gravado em vídeo um momento tão sublime como o que eu disponho para vocês aqui. Raramente podemos presenciar alguém tão sintonizado consigo mesmo, tão satisfeito, tão completo.
Esses minutos demonstram um estado perfeito de harmonia.
O ideal que deveríamos buscar na vida.
Ele patina ao som do Metallica (“Nothing Else Matters”) para ele mesmo. Faz 3 saltos quádruplos perfeitos. E claro, ganha a competição com a melhor pontuação de sua carreira.
Eu tenho o privilégio de já ter me sentido assim, porque não precisamos ser patinadores campeões para atingir a satisfação de vez em quando.
E é nessas horas que tudo vale a pena.
Aproveitem.
Com vocês, Brian Joubert no Grand Prix da Copa da Rússia, 2006. (Se Santa Cicarelli permitir… Louvada seja.)

Vou lá ver!
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Comment by Dricota — January 6, 2007 @ 6:10 pm