Zero no FeedBurner Counter
Estava falando justamente sobre isso com meu marido no café da manhã. Ele tem um blog com muito mais visitas que eu só pelo endereço que aparece em pesquisas e não aproveita o movimento. Eu estou refazendo aos poucos um grupo de gente que lê o Chá de Hortelã. Da minha parte me considero uma blogueira. Meu marido não é um blogueiro na minha concepção.
Como blogueira sinto-me envolvida com meus leitores, uma espécie de compromisso, uma vontade de compartilhar. Enquanto de férias, quero contar minhas férias. Meu marido de férias, não escreve nada. Na verdade são dois estilos diferentes. Eu sou mais “dada” e ele é mais reservado. Mas ambos vêem as estatísticas dos respectivos blogs com a mesma atenção.
Quanto mais visitas, mais eu sou aceita. Mais “gostam” de mim. E eventualmente isso pode se traduzir até em dinheiro. E ser aceito pelo que se é, é a grande problemática humana. Verdade?
E antes de ser aceito, queremos que olhem para nós. Que nos vejam. Que nos reconheçam: olha! Eu existo! Por favor, confirme minha existência.
Então tem que estar bem claro o porque de blogar.
Eu vejo gente em egotrips de dar pena. Gente que precisa de séquito. E daí, o número de visitas acaba influenciando e alimentando blogs cujo conteúdo não corresponderia a essa enorme quantidade de gente. (Que bobagem da minha parte, tem gosto para tudo…)
Eu comecei a blogar por falta do que fazer. E tive um bom retorno de gente que começou a interagir comigo. Fiz amizades virtuais e reais. Daí surgiu esse sentimento de compromisso com os leitores. Quando achei que não tinha mais a ver, parei. Quando deu vontade de novo de compartilhar o que eu pensava, voltei a escrever. E gosto de saber que alguém está lendo. Que de alguma forma eu toquei alguma pessoa. Nem que seja uma só.
Como médica percebo como interagir com outro ser humano pode afetar a vida dessa pessoa. Com uma centena de leitores essa responsabilidade se multiplica. E eu levo isso muito a sério.
Eu não preciso do blog para validar minha existência no mundo, muito menos minha aceitação. É so ver o que escrevo, como escrevo, do jeito que escrevo.
E fico feliz que você veio me visitar e leu até aqui.














Eu me divirto com as egotrips. A vantagem de ser megalomaníaco é que qualquer coisa que eu faça é insignificante diante dos meus planos de Dominação Global.
Tenho pena de quem leva blogs e similares a sério, quando ouvi com todas as letras “quero um sócio que fique nos bastidores, não quero gente pra dividir o palco comigo” fiquei com profunda pena da pessoa.
It´s a FUCKING BLOG, nada mais. (e nem um fucking blog no bom sentido).
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Comment by cardoso — December 29, 2006 @ 3:16 pm
Bom saber
Bjs
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Comment by Dricota — December 29, 2006 @ 4:34 pm
Sei como é a sensação de escrever e saber que alguem esta lendo. É muito bom. Até pra mim que só tenho um frequentador assiduo é muito bom.
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Comment by Diana — December 30, 2006 @ 10:46 am
Eu sou de comentar pouco, falta tempo, e eu leio tudo no PPC, via RSS.
Mas eu bato cartão aqui também.
Super beijos!
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Comment by Bia Kunze — January 1, 2007 @ 9:36 am