Feliz 2007!

Liliana | Filosofando | Sunday, December 31st, 2006

Dois mil e seis começou muito ruim para mim.

Eu estava doente, não sabia o que fazer da vida, brigando com o marido, sem falar com minha irmã, morando num paraíso sem aproveitar, sem perspectivas.

Daí eu comi o pão que o diabo amassou. E quando achava que não dava para sofrer mais, perdi todo o amor da minha vida num dia só, em 2 de agosto.

E aguentei.

Eu nunca me senti tão sozinha na minha vida toda. Nesses 44 anos.

Deste ponto em diante, foi uma curva ascendente. Foi tudo melhorando. Eu tive que me voltar para mim e contar apenas comigo mesma e meu amor por mim mesma.

Pode parecer piegas, porém, eu tinha tanta coisa boa dentro de mim que isso foi se espalhando para fora e minha vida foi se ajeitando. Fiz as pazes com o marido, fiz as pazes com a irmã, descobri o que quero fazer da vida, sarei, comecei a aproveitar esse lugar maravilhoso onde moro e estou em paz.

Tudo se resolveu.

Eu tinha uma tia-avó que me dizia: “chega ao fundo de sua dor e cresça com ela”. Foi o que fiz em 2006.

Em 2007 eu só quero continuar no meu sossego, continuar com saúde, continuar com meu amor ao meu lado, continuar com meu relacionamento com minha irmã e meus amigos, continuar com meus cachorros bem e felizes me acompanhando, continuar com meu trabalho mudando a vida das pessoas para o bem, continuar satisfeita com minha grana, continuar aprendendo coisas para me tornar cada vez mais uma pessoa melhor, continuar me divertindo com pouco e me pegar dando um sorrizinho de satisfação sem mais nem menos ao pensar: êta vida boa!

Eu desejo para todos que vêm aqui essa mesma satisfação, mas sem ter que passar as coisas ruins que eu passei. E se por acaso acontecer coisas desagradáveis, porque elas acontecem, que passem rápido e que possam sair renovados e melhores delas.

Feliz Ano Novo!

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    Liliana | Política não vivemos sem. | Saturday, December 30th, 2006

    O ex-presidente norte-americano Gerald Ford morreu aos 92 anos por problemas de saúde no mesmo dia que Saddam Hussein.

    Foi por pouco.

    Mais para a direita. De novo. Mais para a direita.

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    Liliana | Política não vivemos sem. | Saturday, December 30th, 2006

    Eu sou contra a pena de morte.

    Dito isso, após ficar horrorizada com a execução de Saddam Husseim, fico aguardando a execução de George W. Bush.

    Saddam foi condenado à morte por um ataque em massa a uma cidade nos anos 80, quando morreram cento e oitenta e tantas pessoas.

    Esta pesquisa indica que já morreram por volta de seiscentas mil pessoas depois da invasão do Iraque pelo Mr. Bush.

    Eu odeio líderes como o Saddam e o Bush. Para mim, a diferença entre eles é que o Bush é muito pior que o Saddam por causa do poderio econômico-político-bélico que ele exerce a nível global, enquanto Saddam atuava em escala local.

    Esta execução foi para o mundo ver e se calar ante a “força americana”. Justificar o papelão que eles estão fazendo lá no Iraque.

    Mas eu não me calo. Esses caras não me assustam.

    Yankees go home!

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    Liliana | Blogworld | Friday, December 29th, 2006

    Estava falando justamente sobre isso com meu marido no café da manhã. Ele tem um blog com muito mais visitas que eu só pelo endereço que aparece em pesquisas e não aproveita o movimento. Eu estou refazendo aos poucos um grupo de gente que lê o Chá de Hortelã. Da minha parte me considero uma blogueira. Meu marido não é um blogueiro na minha concepção.

    Como blogueira sinto-me envolvida com meus leitores, uma espécie de compromisso, uma vontade de compartilhar. Enquanto de férias, quero contar minhas férias. Meu marido de férias, não escreve nada. Na verdade são dois estilos diferentes. Eu sou mais “dada” e ele é mais reservado. Mas ambos vêem as estatísticas dos respectivos blogs com a mesma atenção.

    Quanto mais visitas, mais eu sou aceita. Mais “gostam” de mim. E eventualmente isso pode se traduzir até em dinheiro. E ser aceito pelo que se é, é a grande problemática humana. Verdade?

    E antes de ser aceito, queremos que olhem para nós. Que nos vejam. Que nos reconheçam: olha! Eu existo! Por favor, confirme minha existência.

    Então tem que estar bem claro o porque de blogar.

    Eu vejo gente em egotrips de dar pena. Gente que precisa de séquito. E daí, o número de visitas acaba influenciando e alimentando blogs cujo conteúdo não corresponderia a essa enorme quantidade de gente. (Que bobagem da minha parte, tem gosto para tudo…)

    Eu comecei a blogar por falta do que fazer. E tive um bom retorno de gente que começou a interagir comigo. Fiz amizades virtuais e reais. Daí surgiu esse sentimento de compromisso com os leitores. Quando achei que não tinha mais a ver, parei. Quando deu vontade de novo de compartilhar o que eu pensava, voltei a escrever. E gosto de saber que alguém está lendo. Que de alguma forma eu toquei alguma pessoa. Nem que seja uma só.

    Como médica percebo como interagir com outro ser humano pode afetar a vida dessa pessoa. Com uma centena de leitores essa responsabilidade se multiplica. E eu levo isso muito a sério.

    Eu não preciso do blog para validar minha existência no mundo, muito menos minha aceitação. É so ver o que escrevo, como escrevo, do jeito que escrevo.

    E fico feliz que você veio me visitar e leu até aqui.

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    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz., Blogworld | Thursday, December 28th, 2006

    Rir de si mesmo é uma das melhores coisas da vida, quando você está de bem consigo mesmo, é claro.

    Vi este texto engraçadíssimo no …nababu.org… e desafio vocês a fazerem o mesmo: se achem nas frases.

    Eu faço isso sim:

    Tomar cerveja em copo de requeijão – eu tomo coca light
    Esquentar a ponta da BIC para ver se ela volta a escrever
    Fazer pacote com bolo e brigadeiro para entregar na saída do aniversário
    Colar dinheiro com durex ou fita isolante, deixando aquela faixa…
    Lamber a tampa metálica do iogurte
    Colocar bombril na antena da televisão
    Guardar resto da macarronada para fazer sopa no outro dia
    Colocar maiô e biquíni e tomar sol na represa, na laje ou atrás de casa
    Ir a praia em dia de chuva e levar toda a família
    Correr atrás do guarda-sol na praia gritando “pega, pega!”
    Entrar de loja em loja perguntando os preços e dizer pro vendedor: “só to dando uma olhadinha, qualquer coisa volto mais tarde”
    Pedir pro marido ir ao supermercado, comprar pouca coisa e mandar ele trazer sacola plástica para pôr lixo
    Decorar o muro do quintal com plantas em lata de óleo, leite em pó e tijolo – pote de margarina, inclusive
    Ficar balançando lâmpada queimada para ver se ela volta a funcionar
    Ir para o trabalho de bicicleta, e dizer que é para manter a forma
    Aproveitar garrafa plástica de refrigerante para botar água na geladeira
    Regar as plantas de casa com panela
    Guardar aqueles cacarecos em cima do guarda-roupas
    Guardar sobra de material de construção em cima da laje
    Receber visita e mostrar a casa toda
    Guardar refrigerante com colher pendurada na boca, para não perder o gás
    Amarrar perna de óculos com arame
    Brigar com meio mundo só porque o caixa não deu o troco de 3 centavos
    Usar fundo de garrafa descartável para colocar plantas
    Lamber ponta de borracha para apagar o erro
    Reformar a casa gastando R$ 50.000 e deixar as lâmpadas penduradas porque não tem R$ 10,00 para comprar as arandelas
    Passar miolo de pão no pote de margarina e no prato de macarrão e mandar para baixo
    Correr a casa inteira com o chinelo atrás da barata
    Usar pregador de roupa para manter fechado saco de açúcar, arroz, farinha, etc.
    Remendar coador de pano
    Jogar algodão na árvore de natal para dar efeito de neve
    Colocar papel com álcool no sapato para amaciar
    Andar de carro com o vidro fechado no maior calor só para os outros pensarem que você tem ar condicionado – já fiz na adolescência
    Esperar todo mundo da casa usar o banheiro para dar descarga só uma vez
    Guardar sobras do sabonete para depois fazer uma bola só
    Escrever na lataria do carro sujo: “Lave-me, por favor” – eu fazia quando era menor…
    Mascar chicletes 3 horas seguidas até ficar branco e sem gosto
    Esticar a língua para lamber o fundo do copo do iogurte
    Embrulhar caixa de fósforo com papel de presente para pendurar em árvore de natal
    Passar o fio dental e depois cheirar para ver se o dente está podre
    Subir na laje para mexer na antena e ficar gritando lá de cima: “Melhorou?”
    Guardar cueca furada para passar cera no carro – e suas variantes: calcinha para lustrar prata e etc.
    Entrar na loja de 1,99 e querer achar um presente legal
    Pisar em sujeira de cachorro e limpar no meio fio
    Apagar o cigarro para fumar depois
    Costurar o furo do dedão na meia
    Usar cocô do cachorro como esterco para samambaia
    Guardar as pilhas velhas no congelador da geladeira, para voltar a funcionar
    Esmigalhar o pão velho e dizer que é farinha de rosca
    Se ainda não encontrar o objeto perdido, fazer uma promessa para São Longuinho dizendo que se encontrar dará três pulinhos
    Quando estiver acabando o shampoo misturar com um pouquinho de água para aproveitar
    Ter nome cheio de k, w, y, h e letras duplas
    Usar a manga da blusa para limpar o nariz
    Cortar aquela calça jeans velha para fazer um short
    Explicar um esquema, desenhando na calçada com um pedacinho de tijolo
    Usar a frigideira de casa para fazer mortadela quente – queijo quente porque sou vegetariana
    Cantar “Com quem será?” numa festa de aniversário
    Dar um presente e dizer: É só uma lembrancinha
    Receber um presente e dizer: Ah! Eu tava precisando!
    Olhar eclipse com aqueles prástico de raio X
    Botar um pingüim na geladeira virado pra porta para dar sorte
    Ter aquelas galinhas de arame pra pôr ovo dentro
    Falar sobre a novela das oito
    Levar as balinhas que vêm no pratinho da conta da churrascaria pra casa
    Escovar os dentes durante o banho para economizar água
    Colocar acetona no esmalte pra durar mais
    Comprar uma piscina de plástico e chamar os amigos pro final de semana – não comprei porque era cara… fica no esguicho mesmo.
    Passar a noite de núpcias na suíte de um hotel da sua cidade
    Prender o cabelo com elástico feito de meia calça
    Pedir aos amigos no dia do casamento para cortar e vender pedaços da gravata para arrecadar algum dinheiro
    Conversar com um amigo, cada um de um lado da rua
    Usar meia com chinelo
    Encher a geladeira com imãs de propaganda de Pizzarias e Vendedores de Gás
    Fazer crediário pra pagar um ferro de passar

    E tem outras coisinhas que não estavam na lista mas eu assumo:

    usar menos papel higiênico do que é necessário
    usar o saquinho de chá duas vezes
    remendar roupas
    comprar embalagens de produtos genéricos tipo tamanho família para uma pessoa só
    comer a mesma comida até acabar só para não jogar fora nada
    usar a mesma roupa até o cheiro ficar insurportável só para não ter que lavar muito para não gastar
    usar coisas com a data de validade vencida
    fazer as lentes de contato durarem um ano e meio em vez de seis meses
    estatuetinha de buda perto da porta com dinheiro embaixo
    requentar cafezinho no microondas
    usar embalagem de 2 litros de sorvete como tuperware
    ter revistas no banheiro
    passar torpedo para economizar no celular
    usar batom quebrado
    usar cabides de tintureiro, que são mais bonitos que os seus
    guardar sapato de festa na caixa
    ter cachorro com bicheira
    ficar com as unhas roxas de mata-bicheira
    colocar água na garrafa de suco para aproveitar até o final
    fazer as contas do mês contando com o cheque especial
    pedir dinheiro na internet, por favor colaborem
    usar biquini desparelhado
    ficar com a mesma camiseta para dormir e embaixo do suéter no inverno
    usar várias meias finas uma em cima da outra na falta de meia grossa
    usar meia 3/4 de nylon
    passar esmalte incolor no furo da meia de nylon
    usar meião de futebol do marido como meia de inverno
    reutilizar os pedacinhos mais limpos do fio dental
    usar fogão a lenha para cozinhar feijão para economizar gás
    comprar o chocottone na liquidação
    ter quadro em casa da própria lavra
    guardar vasos de orquídea esperando que dê de novo
    guardar sacola de loja chique para usar depois
    ficar esperando uma ocasião especial/festa para usar roupa nova
    emagrecer para não perder roupa
    chacoalhar o isqueiro que acabou para ver se ainda acende
    nas lojas on line, só clicar nas páginas de saldão, ofertas e promoções

    Infelizmente não me lembro de mais nada. Óbvio que tenho muito mais sinais de pobreza por aí.

    E você?

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    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Tuesday, December 26th, 2006

    L. sacaneou M.

    M. começou a achar justificativas do porquê L. teria agido assim. “Ela é ansiosa, doente, maluca… Mas eu gosto dela…”

    Na verdade, M. não queria sentir o que estava sentindo. E estava confusa.

    Então, pára tudo!

    Vamos lá: primeiro pare de pensar no outro e pense em você. Volte-se para o que você está sentindo. Eu sei que é um mal-estar. É chato e desagradável. Mas você já está sentindo isso. Você se sente traída, desrespeitada, triste, brava. É ruim sentir isso, mas a gente sente e não dá para negar. Então aceite o que sente.

    E agora? O que fazer com o que estou sentindo? Metabolize os sentimentos dentro de você. Digira como você faz quando come algo. Recolha-se dentro de você e pense.

    Somente quando souber como se sente, é que poderá saber como se sentirá a respeito do outro. Só nesta hora é que M. poderá pensar em L. com clareza e se posicionar de que forma irá agir. Nem que não haja nenhuma ação.

    Há uma tendência geral de justificar os outros para que não sintamos coisas ruins dentro de nós. Simplificando: a gente pensa nos outros em vez de se voltar para dentro da gente.

    O povo é capaz de justificar as maiores barbaridades dos políticos só para evitar assumir a sensação de ser desprezado, ser desrespeitado, ser inferiorizado, ser anulado e tudo de ruim que isso gera dentro de nós pelo o que eles fazem conosco.

    Sentir coisas ruins dentro da gente é o primeiro passo para a mudança de atitude. Só o incômodo faz a gente mudar.

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    Liliana | Blogworld | Tuesday, December 26th, 2006

    Vi no Contraditorium e gostei da idéia porque me lembra uma promessa de quando prestei vestibular para medicina.

    Eu disse para todo mundo que daria uma volta no quarteirão de casa de baby-doll se entrasse na faculdade que eu quisesse. E que faria uma fogueira com todas as apostilas do Anglo bem no meio a rua.

    Eu entrei e paguei a promessa direitinho. Às quatro da madrugada. E não tinha ninguém filmando. Senão, já estava no YouTube.

    Eu quero ver o fulano vestido de baiana.

    E minha sugestão para o nome da abelha é Mel.

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    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Monday, December 25th, 2006

    De longe, o melhor especial de Natal que vimos aqui em casa foi o do South Park, Woodland Critter Christmas.

    Se puderem ver o episódio inteiro, façam.

    Para fãs de South Park. Quem não gostar do humor do desenho, nem perca tempo.

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    Liliana | Minha vida num sítio | Sunday, December 24th, 2006

    Adormeci no sofá da sala. Às vezes acontece e daí eu acordo de madrugada e vou para a cama acabar a noite.

    Cinco e vinte da manhã eu acordo. Tudo normal. Me preparo para ir para o quarto mas antes vou dar uma paradinha no lavabo para um xixi básico.

    Estou sentada na privada naquele lugar pequenininho quando olho para meu lado e vejo uma perereca a menos de trinta centímetros de mim, ao lado do papel higiênico.

    Puxo o papel com um puta sangue frio e ela…

    Pula bem no meio das minhas coxas.

    Eu levanto feito louca com as calcinhas abaixadas, grito bem alto acordando o marido e começo a tirar a roupa.

    Segundos depois estou pelada no meio da sala, gritando para ele procurar a perereca grudada em mim.

    Demorou para ele me acalmar e me garantir que não havia perereca nenhuma grudada no meu corpo.

    Não achei o anfíbio em lugar nenhum.

    Eu o-de-i-o pererecas.

    E eu mato quem fizer piadinhas com a minha perereca.

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    Liliana | Minha vida num sítio | Saturday, December 23rd, 2006

    No fim, minha quinta-feira foi bem diferente do que escrevi aqui. Não fui para São Paulo porque não sou masoquista e não estava a fim de pegar 83 km de congestionamento na Marginal. Levei o Tai no vet e fui para o cinema ver o 007.

    Adorei o filme. Que homem lindo. Que corpo. E o filme quase parece o livro. Quase, bem de longe. Recomendo. Demorou para ter um James Bond decente.

    Minha irmã pediu para eu avisar aqui que eles foram vítimas daquele trote pelo telefone que diz que sequestraram alguém da família. Eles disseram que foi muito bem feito e passaram a madrugada no maior sufoco e tiveram um prejuizo considerável. Ficam então avisados. Ela até pediu que eu tirasse o link para a foto dela. Assim, quem viu, viu.

    Ela também falou para eu fazer propaganda dela. Então lá vai: ela é psicóloga muito competente. Eu adoro ela. E recomendo. Ela atende em São Paulo.

    Por aqui estamos no ritmo de feriado. A bicheira do Tai continua e ainda requer cuidados. Os outros cachorros estão bem. As pererecas estão incomodando muito: toda noite tem perereca no meu quarto. Hoje de madrugada acordei com um PLÁ: era uma delas pulando num móvel. Não achei a desgraçada.

    E já comecei minha resolução de Ano Novo antes do tempo: voltei a fazer exercícios. Já cumpri minha cota do dia. E vocês?

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  • Minha quinta-feira

    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Thursday, December 21st, 2006

    No melhor estilo diário, (viu Cardoso?) Vou contar meu dia.

    Recebi um comentário dizendo que o Tai deveria usar focinheira. Não acho. Ele não ataca ninguém assim. Não sai por aí mordendo. O que aconteceu é que o poodle chegou muito perto da boca dele, que estava quieto no canto dele, preso. Todo dono de cão sabe o que seu cachorro é capaz de fazer e há um consenso entre a aproximação de cães: antes deles se aproximarem a gente pergunta – pode? O poodle é que deveria estar de guia e coleira para a segurança dele.

    O cachorro que morreu foi um yorkshire que estava solto no meu terreno e era da engenheira que estava construindo minha casa. Eu cheguei com os meus cachorros soltos dentro do meu terreno para passear e ver a construção e não podia imaginar que havia um outro cachorro solto lá. Minha pastora preta caçou o yorkshire como caça um rato e o abocanhou, matando-o. Foi muito triste. A dona do cachorrinho nem pode ficar brava pois estava no território dos meus cães. O Tai nunca matou nenhum cachorro, apenas ajudou a pastora a matar gatos que entraram no nosso sítio. Ele nunca atacou nada e ninguém enquanto estava na rua. Todos os meus cachorros tiveram aula de adestramento. Expliquei?

    Outro comentário, sobre a Sete de Nove. Sou parecida com ela, sim. Mas isso é irrelevante. Eu sou trekker desde pequenininha. Fui cadete da Frota de ir em convenção lá no Anhembi, organizada pelo Aldo Novak, e tenho foto autografada pelo Sr. Sulu. Nunca fui de uniforme nem fantasia, veja bem. Mas a carteirinha está em algum lugar. Tenho as plantas originais da Enterprise “no fucking B, C, or D” há uns vinte anos e guardo como um tesouro. Quando surgiu o personagem da Sete, meu marido falou que finalmente apareceu alguém no universo trekker exatamente igual a mim, no modo de agir e pensar (porque ele é klingon). Eu não sou borg, sou a Sete. E pareço com ela fisicamente. Por isso eu sou tão preto no branco, sim ou não, zero ou um. Quem convive comigo às vezes solta um: “é a Sete…”.

    Bem, agora vou me arrumar porque quinta-feira é dia de ir para São Paulo. Eu ponho roupa de São Paulo, com salto alto e tudo, largo o jeito de roça e viro madame. Vou com meu fiel motorista, o Isaías, que me leva viajar porque fico muito cansada de dirigir mais de seis horas ida e volta. Vamos deixar o Tai no veterinário para fazer curativo e tomar banho. Por isso usaremos meu jipe, e não o taxi superconfortável do Isaías. Viajar de jipe é um sufoco. Não poderei postar por motivos óbvios: nada de PocketSharpMT nem postagem por email. A previsão de retorno ao meu lar é por volta de nove da noite. O bom é que é a última viagem do ano. Depois só dia 18 de janeiro. Vou aproveitar para encontrar minha irmã e dar um beijo de Feliz Natal.

    Bom dia para vocês!

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  • Auparishtaka

    Liliana | Tem de tudo nessa Internet maravilhosa | Wednesday, December 20th, 2006

    Incrível o que a gente faz quando não tem assunto e quer escrever.

    Comecei pensando em falar de mim. Procurei uma foto minha, que estava no perfil do Orkut para me apresentar para vocês. Daí desisti, porque cometi orkuticídio exatamente por causa das confusões de ter uma foto minha na internet.

    Então, resolvi explicar porque meu apelido é Sete e fui procurar uma foto da Jerry Ryan (photoshopada tosca) para ilustrar meu post e cheguei a conclusão que ninguém se interessaria por isso. Dei de cara com umas piadinhas sem graça sobre os borgs e caí num texto que me lembrou as manipulações de pesquisa de um certo site.

    Não resisti e fui ver o que era auparishtaka.

    No fim, achei o site de origem: Exit Mundi, com todos os finais de mundo possíveis. Pode escolher o seu.

    A cabeça da gente viaja, né?

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  • Defenda-se!

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Wednesday, December 20th, 2006

    Tai

    Este é minha fera sendo tratado pelo Dr. Luis enquanto a assistente faz cafuné, porque o Tai gosta é de mulher.

    Ele é muito bravo. Eu não saio de casa com ele a não ser para ir ao veterinário.

    Olha o que aconteceu:

    Estávamos na garagem do lado de fora da clínica, porque não dá para ficar com ele dentro da sala de espera com outros cachorros, quando entrou pelo portão um sujeito com um poodle micro branco no chão, solto sem coleira.

    Imediatamente eu falo para ele pegar o cachorrinho no colo e não deixar o bichinho chegar perto do Tai porque ele é bravo.

    O cara nem se mexe. E dá risada.

    O poodle vem alegre se aproximando do meu cachorro.

    Eu insisto mais enfática.

    Nada.

    O poodle encosta o focinho no focinho do Tai e imediatamente eu puxo a guia do coitado do meu fofinho enforcando-o e puxando-o para trás. Imobilizando o Tai completamente antes que ele pudesse dar o bote fatal no poodle.

    Eu explodo.

    Grito e xingo o responsável pelo poodle e faço um fuzuê no veterinário.

    O cara pega o poodle no colo e sai envergonhado e mudo.

    Minha acompanhante me recrimina por ter estourado com o sujeito.

    Eu me defendo dizendo que o cara uultrapassou meus limites e eu estava defendendo meu cachorro, o cachorro dele e principalmentre o limite que eu havia estabelecido.

    Ela diz que eu deveria ter deixado o pau comer entre os cachorros, que eu estava sendo onipotente.

    Discordo.

    Primeiro que eu nunca deixaria uma tragédia acontecer: meu cachorro matar outro cachorro, se eu puder evitar. Inclusive porque já aconteceu e é horrível.

    Segundo, relacionar-se é lidar com limites. Limites esses que são colocados a partir de uma estrutura interna de personalidade.

    A vida é uma luta constante de fortalecimento e manutenção do ego e isso dá trabalho. Seus limites são seus e você deve acreditar em e respeitar seus limites e fazer que os respeitem.

    Se você próprio não respeitar seus limites, ninguém respeitará. E em escala macrocósmica, vemos o que acontece na política: nossos representantes se lixando para nós.

    Acredito que o processo de estar vivo nos serve para nos individuarmos, expressão junguiana, que significa grosseiramente nos tornarmos pessoas completas em todos os sentidos.

    No que se refere a minha integridade como indivíduo, eu lato e mordo.

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    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Wednesday, December 20th, 2006

    Esperando um programa de madrugada, insônia básica. Acompanho um strip-tease supertosco no canal Multishow.

    A morena vai tirando tudo e se esfrega no poste prateado e deita e rola no tablado solitário.

    Faço cara de sofrimento. Deprimente.

    Quando tudo acaba.

    Vem o alívio numa risada gostosa: “Sexytime, apoio Café Photo – quem conhece, sabe a diferença”.

    Primeira vez que vejo puteiro fazendo propaganda na televisão.

    Adorei.

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    Liliana | Política não vivemos sem. | Tuesday, December 19th, 2006

    Eu sinceramente acho que nenhum político está nem aí com a opinião pública.

    Eu tenho um desânimo total em relação a qualquer manifestação contra esse aumento. Eles já fazem o que bem entendem porque chega na hora de opinarmos, que é nas urnas, continuamos a votar neles. Isso legitimiza qualquer ato por mais estapafúrdio que possa parecer.

    Quem mandou votar nos excelentíssimos?

    Eu não votei em nenhum deles.

    Está certo que num mundo ideal, os nossos representantes deveriam nos representar mesmo não tendo sido eleitos por nós. Porém, na verdade, eles se representam em primeiro lugar. E depois representam aos próximos.

    Ética é uma questão muito complexa. Ou muito simples. Depende de quem tem.

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