Manilha está crescendo…

Liliana | Bichos Incríveis | Tuesday, June 30th, 2009

Ela não é linda?

(Tem mais fotos no meu Flickr)

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    Liliana | Admirável Mundo Velho | Thursday, June 25th, 2009

    Desde pequena eu tenho a mania de falar “engraçado” para comentar alguma coisa. “Engraçado como tal coisa aconteceu” ou “engraçado que você fez isso…”

    Meu pai vivia me dando bronca dizendo que eu era uma idiota por dizer tanto “engraçado” e que as coisas não eram engraçadas coisa nenhuma.

    Eu ficava me policiando mas não adiantava, voltava com minha expressão “engraçado”.

    Já adulta, adquiri outro hábito além do de dizer “engraçado”: falar “que interessante…” com reticências. A maturidade me mostrou que havia coisas que não eram engraçadas mas eram interessantes. Dependendo da minha cara e minha entonação, o “interessante” poderia ser algo bom ou ruim. Se fosse ruim e eu falasse “que interessante” é porque eu estava sendo boazinha e poupando o interlocutor.

    Mas o fato é que é engraçado que agora a pouco me toquei que minha mania de falar “engraçado” se justifica porque quando eu falo estou com um sorriso. Ou seja, o acontecimento comentado me fez rir.

    E nada mais justo que eu disser “engraçado…”

    Eu sempre discordei do meu pai em relação ao “engraçado”. Talvez ele não visse graça, mas eu com certeza via algo que no mínimo me fazia rir por dentro.

    Se eu escrevo: engraçado como gosto de escrever aqui de vez em quando, pode apostar que estou sorrindo.

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    Liliana | Bichos Incríveis, Minha vida num sítio | Thursday, June 25th, 2009

    Nossa família cresceu: o novo membro é uma gatinha filhote calicó (tricolor) que apareceu aqui em casa e foi roubar comida dos cachorros na varanda.

    Como não nego comida e abrigo aqui no santuário de bichinhos que é minha casa, alimentamos a gatinha e torcemos para que ela fosse embora seguindo com sua vida como vários outros gatos já fizeram ao perceber que a área é primariamente cachorreira.

    Mas a gatinha não foi embora.

    E ficou morando na manilha no pátio de manobrar o carro.

    Quatro dias se passaram e ela firme.

    Com a Joom-La foi a mesma coisa. Ela veio e se instalou na garagem e sua persistência quebrou minha resistência e os outros bichos tiveram que aceitá-la.

    A gatinha venceu.

    Ganhou nome: Manilha por causa do lugar onde se esconde. Ganhou potinho, coleira, vermífugo, casinha e cobertor numa caixa de papelão (que os gatos adoram), ração especial de salmão para gatos(!) e muito colo e agrados.

    Mas como os cachorros estão reagindo? Complicado…

    A Joom-La já encontrou várias vezes a Manilha e late bastante para ela. Manilha fica brava e repele a Joom-La apesar de ser minúscula. A Graça e o Tai têm um histórico de matar gatos. Assim, eu restringi o acesso deles para a garagem, infelizmente. Nossos passeios pela estradinha estão suspensos até Manilha conseguir correr mais que os cachorros grandes que estão velhos. A gatinha é esperta e já percebeu que para o lado de cá da cerca tem cachorros grandes e malvados. Não sei dos antecedentes do Gigio com gatos. Ele é bem boa praça mas não posso arriscar. Assim, o espaço do terreno ficou dividido entre a área dos cachorros e a área da Manilha.

    O próximo passo é a castração da Manilha que vou providenciar nas próximas semanas.

    Bem, nossa família cresceu. E vamos torcer para a Manilha resistir aos cachorros já que parece que ela quer tanto ficar por aqui.

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  • Escova

    Liliana | Moda e Beleza | Tuesday, June 23rd, 2009

    Sabe a cena da pessoa que vem falar algo chato e você tampa os ouvidos e fala alto lálálálálálálá para não ouvir?

    Na vida a gente às vezes tem que fazer isso: se dar um tempo para coisas gostosas e tirar férias da dureza do dia a dia.

    Tenho me dedicado no tempo livre aos cuidados de beleza.

    Muito divertido.

    Achei na internet um mundo bonito e divertido de gente discutindo sobre beleza, produtinhos, maquiagem, unhas. Um alívio das preocupações.

    E andei fazendo umas comprinhas de acordo com que pesquisei e me informei.

    Ontem um pacote chegou trazendo… minha escova nova de cabelo!

    Pode parecer besteira, mas o prazer de pentear é indescritível.

    Eu penteava os cabelos com os dedos para não desmanchar os cachos e desembaraçava com um pente com o cabelo ainda molhado.

    Com a escova nova, posso pentear e desembaraçar ao mesmo tempo. Uma delícia.

    Que diferença uma escova faz!

    Um prazer tão grande por tão pouco.

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  • O Banho da Mulher

    O Banho da Mulher:

    • Tira a roupa suja e coloca para lavar
    • Guarda a roupa que não precisa lavar
    • Se pesa e fica desanimada
    • Vai para o chuveiro
    • Escolhe o shampo da vez e passa delicadamente nos cabelos massageando o couro cabeludo e os fios
    • Escolhe o sabonete próprio de acordo como está a pele no momento e se ensaboa
    • Tira o shampoo e repete e a operação com o shampoo
    • Enxágua tudo
    • Escolhe qual máscara ou condicionador de cabelo vai usar e aplica nos cabelos ligeiramente secos
    • Deixa a máscara ou condicionador agir por alguns minutos
    • Enxagua os cabelos
    • Tira os cabelos do ralo para não entupir
    • Pega a primeira toalha e enrola a cabeça
    • Pega a segunda toalha e seca o corpo
    • Coloca as lentes de contato
    • Escova os dentes
    • Passa hidratante no corpo
    • Passa tônico no rosto
    • Passa loção anti-manchas no rosto
    • Passa creme ao redor dos olhos
    • Passa loção nutritiva no rosto
    • Passa bloqueador solar
    • Tira a toalha dos cabelos
    • Passa leave in nos cabelos desembaraçando e penteia
    • Seca os cabelos com secador (opcional)
    • Passa desodorante
    • Passa perfume
    • Finalmente se veste após escolher cuidadosamente a lingerie, os sapatos e a roupa

    Aqui você pode se imaginar se ela está pronta.

    Não está.

    Falta a a maquiagem.

    Enquanto isso, o Homem toma banho:

    • joga as roupas no chão
    • pega o sabonete mais barato que ele achou para comprar
    • ensaboa tudo
    • enxágua
    • se seca
    • veste a primeira coisa que vê pela frente
    • e de vez em quando vai ver se a mulher não morreu no banheiro porque ela está demorando demais.

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      Liliana | Bichos Incríveis | Wednesday, June 17th, 2009

      Acredito que todo mundo sabe que o Gigio é um dos meus cachorros. É um pastor alemão viralata. Muito viralata. E enorme. Está velho e gordinho e agora virou reclamão.

      E hoje eu me enchi.

      Ontem estava vendo o Encantador de Cães do Animal Planet e concordando com tudo que ele falava para aqueles donos fracos que mimam os cachorros. Imagine que tinha um cachorro que só queria comer hambúrguer de peru feito na hora. Vê se algum daqui inventa uma história dessas.

      Mas foi pensando no tal Cesar, o encantador de cachorros, que me rebelei com o Gigio.

      O Gigio sempre foi falante. Ele fala para tudo: para contar que foi lá fora, que falou com o outro cachorro do vizinho, que quer passear, que quer agrado. Tudo ele late ou resmunga ou pior, chora. Um cachorrão desse tamanho choramingando na minha orelha.

      Acabei de ver uma notícia da BBC sobre o pastor alemão que bateu o recorde de decibéis num latido.

      Duvido.

      O Gigio estourou meus tímpanos hoje e fez eu perder a  paciência.

      Ele quis ir passear.

      Fomos ele, a Graça, a Joom-La e eu.

      Pois o desgraçado ficou reclamando que eu descia a estrada de pedrinha muito devagar!

      Chegamos no platô de baixo.

      Ele reclamou que queria ir para fora da porteira. Como eu não liguei para as reclamações dele, ele continuou descendo a estrada sozinho!

      Daí fica eu feito uma louca dando bronca no cachorro lá de longe mandando ele voltar.

      O puto volta mas para para latir para o cachorro do vizinho.

      Eu vim embora com os outros cachorros já imaginando que ia ter que içar o corpo do Gigio do rio, afogado.

      Um tempo depois, aparece o boneco aqui em casa. E o que ele faz? Deita do meu lado para choramingar mais.

      Eu botei ele para fora muito puta da vida.

      Ele tentou se aproximar mais umas duas vezes choramingando. E eu ora ignorava, ora afastava.

      Meu cachorro aparentemente está entediado.

      Não basta passear, brincar com a Joom-La, ser agradado, latir para os amigos, tomar conta da casa. Não.

      Agora está dormindo todo sossegado a sesta da tarde.

      Chora agora, Gigio! Você não estava sofrendo?

      Putamerda, eu trocava de lugar com ele na hora.

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    • Fantasia de Caipira

      Liliana | No Plantão | Friday, June 12th, 2009

      Quando eu era criança na cidade grande costumava me fantasiar de caipirinha para as festas juninas. Além do vestido de chita florido e o chapéu de palha, para ser uma caipirinha de verdade no frio da noite da festa precisava usar várias roupas uma por cima da outra.

      Já adulta trabalhando aqui no mato e virado eu mesma uma caipira de fato, constatei que o mais verdadeiro da fantasia eram os agasalhos empilhados como cebola.

      No mato, no frio, você usa a roupa que tiver, do jeito que for e faz qualquer negócio para não passar frio. Por isso a descombinação geral que eu vejo direto por aqui.

      Resolvi escrever este texto porque hoje estou completamente caipira. Em pleno plantão, morrendo de frio, fui obrigada a vestir todas as roupas que eu tinha trazido para cá. Desde o moleton que uso de pijama até o capotão de lã. Quatro camadas de agasalhos, todos cada um de uma cor. Ficou lindo! ;)

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    • Frio na Serra

      Liliana | Minha vida num sítio | Wednesday, June 3rd, 2009

      O inverno pelo jeito finalmente chegou. Está frio. E quando eu digo frio, é frio.

      É frio de acender a lareira, ficar embaixo do edredon e tomando sopa quente.

      E com o frio recomeça a rotina de ir buscar lenha para alimentar as lareiras.

      Seu Zé recolhe a lenha e parte em pedaços pequenos e deixa secar no barracãozinho no platô de baixo.

      Eu pego sacos de ração de cachorros daqueles grandes, coloco no jipe e vou no barracão encher os sacos e trazer aqui para cima.

      Quatro da tarde é a hora que o sol se põe atrás da montanha e tudo fica gelado. É a hora de acender a lareira e fechar a casa.

      Rapidamente o calor envolve o ambiente e o crepitar da toras dá uma sensação de aconchego.

      Os cachorros se acomodam em volta do fogo. (Menos o Tai que se lembra que é um cãozinho do frio da Manchúria e prefere continuar no seu posto na varanda.)

      Mas este ano tem uma diferença: eu não fui pegar lenha sozinha.

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    • Dando um trato na fachada

      Liliana | Moda e Beleza, Tem de tudo nessa Internet maravilhosa | Tuesday, June 2nd, 2009

      Eu sempre fui daquelas vaidosas que são vaidosas mas sem exageros. Meu exterior de fato reflete meu interior. Sempre tive a consciência de que espelhamos no nosso corpo a harmonia ou desarmonia interna, psicológica ou orgânica. Por isso que eu sempre falo que variações no peso significam algum desequilíbrio interno.

      A mesma coisa acontece com os cabelos, com a pele, as unhas e o modo de cuidarmos de nós.

      Quando o interior vai bem, automaticamente o bem estar vai se manifestar do lado de fora. E vice versa.

      Com o tempo, com a experiência da idade, vamos sendo capazes de descobrir os melhores produtos e a melhor forma de nos cuidar para ter um resultado ótimo.

      Hoje, a internet ocupa espaço importante no meu cuidado com o corpo pois é nela que compro meus produtos, pesquiso novidades, vejo tutoriais e opiniões de outras pessoas.

      Por exemplo, cabelos. Meus cabelos tem tendência a cair muito por flutuações hormonais e descobri dois shampus muito bons. Eu uso o Phytocyane Revitalizing Shampoo da Phyto e o Bain Volumactive da Kerastase. Uso a máscara Bain Volumactive e o finalizador Phyto 9. Todos esses produtos são comprados na loja Strawberrynet e rendem bastante.

      Minhas unhas descascavam muito até um perceber que tinha alergia aos produtos normais e resolvi o problema quando troquei tudo por produtos hipoalergênicos: removedor de esmalte, hidratante de cutículas e esmaltes. Todos são hipoalergênicos do Allergic Center. Também uso removedor de esmalte e hidratante de cutículas feitos na farmácia de manipulação Byofórmula. Não tive mais problemas.

      Eu acho fundamental cuidar bem da pele.

      Comecei cedo e sempre usei algo no rosto. Mesmo quando não estava disposta a usar maquiagem, sempre colocava algo no rosto. No mínimo uso um bloqueador solar. Atualmente meu preferido é o Bloqueador da L’Oreal, que compro em farmácias.

      Mas geralmente todo os dias limpo, tonifico e nutro minha pele com produtos que já tem proteção solar e que são próprios para minha idade. Eu uso a linha Absolue e a linha Confort da Lancome. Também adquiro no Strawberrynet e eles duram bem.

      Comecei a usar os produtos Lancome com vinte e poucos anos com a linha Primordiale e esta marca me acompanha minha vida toda. Usei um pouco de Vitaderm uma época e achei boa para gente mais nova, mas para mulheres mais velhas como eu tem que pegar produtos mais encorpados e eficazes.

      Espero ter contribuido em algo para que vocês se sintam melhores.

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      Liliana | Admirável Mundo Velho, Blogworld | Monday, May 25th, 2009

      Esse blog não morreu.

      Diferente do Ian Black, eu não acabei com o blog.

      Porém não tenho tido vontade de escrever. E acho que também é uma reação ao que tenho lido por aí e que tem me desanimado bastante.

      Tenho achado basicamente os textos chatos. Os blogs estão bobos. É difícil encontrar algo que me faça ler o post inteiro com  gosto. Tudo muito igual, repetitivo, sem graça.

      E como não estou me achando capaz de proporcionar uma alternativa melhor prefiro ficar quieta.

      Estou cansada de ler sobre campanhas, eventos, exposições, festas que eu nunca irei. Produtos que eu nunca vou comprar.

      É como uma interminável sessão de slides de viagem de outra pessoa. Só interessa para quem foi na viagem.

      Quanto mais eu assino feeds procurando o que ler, mais rápido eu passo pelos textos sem achar nada que justifique eu perder meu precioso tempo.

      A mesma coisa tem acontecido com o Twitter. Quase não tenho acompanhado mais os pensamentos vomitados sem critério.

      Pensando bem o erro pode ser meu. Talvez sempre tenha sido assim e só agora eu fiquei mais exigente. Não sei porque.

      No entanto, ser cada vez mais exigente implica em melhorar nossa qualidade no decorrer do tempo. Não se cristalizar. Não ficar satisfeito nunca e sempre buscar algo melhor.

      E ser cada vez melhor é um compromisso de vida.

      Você está comprometido?

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      Esta semana no Twitter um cara desabafou sobre sua péssima experiência com um Mac. Ele ficou tão chateado que devolveu o computador para a loja. Não satisfeito, escreveu um longo post enumerando sua insatisfação.

      Eu fui usuária Windows por muitos anos até pouco mais de dois anos quando entrei em contato com um Mac pela primeira vez na vida.

      Quando vi a facilidade de rolagem de tela com apenas dois dedos no touchpad fui convencida e comprei meu primeiro Macbook.

      Mas como encarar um novo sistema operacional que eu nunca tinha mexido?

      Simples, exatamente como um idioma que eu nunca tinha falado. O que era a pura verdade.

      Esqueci como se usava o Windows e comecei do zero com o OS X. Não tentei comparar um com o outro nem usar o que sabia de um no outro. Sabia que eles eram linguagens completamente diferentes. Nada a ver.

      A dica mais valiosa que recebi de como entrar em contato com o OS X pela primeira vez veio do Cardoso que me falou: se você quiser fazer uma coisa, pense na resposta mais simples e essa é  a certa.

      E era verdade. Muitas vezes eu não queria acreditar que era só arrastar algo para lá ou para cá para que a coisa estivesse feita. Era tudo muito simples.

      Mas entender essa simplicidade necessita de uma mente sem preconceitos ou preidéias.

      Você tem que estar aberto a novas soluções e não pensar em “Windows”. Você está falando outra língua.

      Eu demorei dois dias para estar familiarizada com o Mac e até hoje aprendo dicas novas no videocast da Apple: Quick Tips.

      Cada um pode escolher que idioma quer falar. Eu gosto de aprender a falar vários idiomas.

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      Liliana | Bichos Incríveis, Minha vida num sítio, No Plantão | Wednesday, May 6th, 2009

      Ainda estou na merda. Mesmo com as bactérias novas que jogamos nas fossas o problema do esgoto continuou. Então resolvemos fazer novas fossas para acrescentar às originais. As famigeradas fossas negras. São buracos enormes e fundos cavados na terra, no caso aqui, no jardim, e o cano do esgoto vai desviar para elas, além dos drenos no gramado que já ficou patente que não estão dando conta de dispersar a água.

      As tais bactérias são incríveis. Muito boas mesmo, porém, o solo está tão encharcado que a água que sobra das fossas sépticas continua voltando pelo ralo da garagem. Seu Zé está cavando a primeira fossa e quinta-feira deve ligá-la ao sistema. Até semana que vem esperamos ter resolvido definitivamente este problema.

      Eu gosto de saber que meus cachorros têm vida própria. Já contei que cada um tem sua rotina, gostos pessoais, personalidade. Esta semana fiquei sabendo que a Joom-La todo dia vai pela manhã até o abacateiro comer abacates do chão. Meu terrenos tem 15 mil metros mas os cachorros sempre estiveram restritos a área perto da casa. Agora mais velhos eles já não fogem. Na verdade não querem fugir daqui e podem aproveitar o terreno todo. Seu Zé contou que o Gigio gosta de ir almoçar com ele, onde ele estiver trabalhando no terreno. O Tai está com muita dificuldade para andar e passeia apenas pelo gramado aqui perto. Mas sempre dá a voltinha dele duas vezes por dia, religiosamente. A Graça é a única que não se afasta da casa. No máximo vai até a primeira curva da estrada dar uma cheiradinha no mato.

      A dificuldade de locomoção do Tai está muito avançada. Ele consegue andar pela manhã no entanto à tarde, ele já não tem força nas perninhas de trás para se levantar e chora pedindo ajuda. E ele e eu agora temos um ritual: eu pego um cobertor e abro ao lado dele; ele rola para cima do cobertor e fica deitadinho como uma esfinge; então eu puxo o cobertor até o gramado onde ele tem mais aderência para se firmar e ficar de pé. Ele já se conformou com essa ajuda. No começo ele chorava e tentava me morder. Agora ele rola sozinho para o cobertor e abana o rabinho e vai todo feliz enquanto eu puxo. Pois é, tenho um cachorrinho velhinho deficiente.

      Os plantões no posto vão indo bem. O problema é que estou sendo exposta a muitas viroses diferentes e estava desacostumada. O resultado é que peguei uma gripe atrás da outra. E não tem essa de ficar doente. Tem que ir trabalhar. E eu ficava lá ouvindo as pessoas se queixando de tudo que eu estava sentindo. E daí mandava todo mundo descansar, ir para a cama enquanto eu fazia o contrário. O resto do tempo que não estava trabalhando eu só queria cama e sossego. Foram quase 15 dias assim. Sem passear, sem sair de casa, só saindo para trabalhar.

      E finalmente a época das chuvas passou em São Francisco Xavier. Os dias têm sido azuis e maravilhosos e frios. As montanhas estão lindíssimas. Isso me deixa muito feliz porque adoro dias bonitos. Meu humor varia em relação à claridade do dia. E está tudo claro, limpo, agradável. É absolutamente incrível acordar cedo e ver as montanhas branquinhas de névoa e as plantas verdes e viçosas.

      Bem, acho que era isso. Espero que todos estejam bem também.

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      Liliana | Filmes, TV e Séries | Tuesday, May 5th, 2009

      Vi um filme sem pretensão nenhuma e fiquei completamente envolvida.

      O filme chama-se Taking Chance e é estrelado por Kevin Bacon.

      Eu chorei em vários momentos e olha que para eu chorar em filme é coisa muito rara. Mas ele me tocou.

      É uma crítica contundente à guerra. E eu sou absolutamente contra guerras e violência de qualquer tipo. E acompanhar a jornada do Coronel Strobl escoltando o corpo do soldado Chance Phelps para casa numa forma tão silenciosa, tão solene faz qualquer um ficar contra qualquer morte desnecessária.

      Na verdade, todas as mortes são desnecessárias. Ninguém precisa morrer para nada. Ou não deveria precisar morrer.

      A morte é um fato da vida de todo mundo e vamos entrar em contato com ela seja a nossa, seja de algum parente, conhecido, animal de estimação. E é triste. Muito triste. Não precisamos que ninguém se exponha a morte desnecessariamente.

      O filme mostra de forma discreta e respeitosa o impacto de uma vida perdida.

      Para mim, Chance Phelps morreu por uma causa estúpida: uma guerra. E sim, ele existiu e a história é toda real.

      Taking Chance é um filme que pode mudar sua visão de mundo. Recomendo muito.

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      Liliana | Filmes, TV e Séries | Sunday, April 26th, 2009

      Ontem estava procurando alguma coisa para ver e dando uma olhada na lista de séries da EZTV me chamou a atenção um série com um nome estranho e bem cotada no site: Krod Mandoon.

      Havia apenas 4 episódios então resolvi vê-los. E foi uma das melhores surpresas em termos de diversão dos últimos tempos.

      Eu li a trilogia inteira do Senhor dos Anéis assim posso reclamar a vontade, com conhecimento de causa, e aproveitar cada detalhe da nova série do Comedy Central.

      Krod é o típico herói de uma saga num mundo de magia, reis, cavaleiros, e absolutamente nada passa sem uma crítica engraçada a todos esses estereótipos.

      Aneka é a melhor namorada de herói que eu já vi. E eu já vi muitas.

      O resto dos amigos de Krod também não fica atrás: o mago picareta, o homem-porco e o ex-amante do general da revolução, Bruce, claro.

      O malvado regente Dongalor também está ótimo.

      É uma série que você assiste numa tacada só, rindo o tempo todo e quando percebe, o episódio já acabou.

      Recomendo muito.

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    • Quebrei a barreira, aleluia!

      Liliana | Filosofando, No Plantão | Monday, April 20th, 2009

      Que felicidade ao me pesar hoje de manhã e ver que estou com 62,9.  Abaixei dos 63 quilos!

      Estou feliz!

      Pode parecer bobagem, mas para mim é muito importante.

      Significa que estou no caminho certo. Que meu corpo está em equilíbrio com minhas novas atividades e medicações. Que minha alimentação está satisfatória.

      Já estou entrando em várias das minhas roupas e não preciso usar moletons o tempo todo. Uma notícia maravilhosa!

      Já escrevi aqui que o processo de emagrecimento é lento, contínuo e reflete o bem estar interno da pessoa, sendo um excelente parâmetro de qualidade de vida. Se você está no peso ideal ou se aproximando dele, então sua vida está indo bem. Qualquer oscilação de peso significa um desarranjo interno que precisa ser corrigido, seja ele psicológico ou orgânico.

      Aparentemente estou mais adaptada aos plantões. Embora não consiga dormir mais que duas horas por noite, meu peso não está mais subindo no pós-plantão. Eu saio do plantão às 7 da manhã de sábado e durmo boa parte do dia. Só viro gente de novo domingo a tarde e olha lá… Os plantões têm sido muito puxados. Não tenho tido tempo nem de sair para fazer as refeições e tenho comido por lá mesmo com marmita.

      Me perguntaram se tem casos sérios mesmo ou se é só besteira que aparece. Ambos. Tem muita besteira que nem precisava passar no médico mas tem vários casos que se não tratados imediatamente colocam a vida da pessoa em risco. E já teve casos de vida ou morte imediata que ao tirar essas pessoas da emergência compensam todas as bobagens que eu tenho que atender.

      Dias desses recebi um telefonema da chefe do posto me contando que um desses pacientes teve alta do hospital e foi no posto me procurar para me agradecer tê-lo salvado. Isso não tem preço.

      Por essas e por outras eles querem que eu continue dando os plantões de sexta-feira.

      Eu concordo. Resta ver se a burocracia da prefeitura permite.

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